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23 novembro, 2015

V. Exa. Já Acordou?



V. EXA. JÁ ACORDOU?
E AINDA ESTÁ MAL DISPOSTO?
 


Cavaco Silva dormindo para fugir da realidade.

Cavaco Silva adormeceu. Quando acordou e consultou os resultados eleitorais ficou mal disposto. Azia, despeito, raiva mal contida. Rabugento, disse o que lhe ia na alma. Disparatou. Indigitou um Primeiro-Ministro e adormeceu de novo.

O novo governo caiu como se sabia que ia cair. Durou duas semanas. Ainda envolto num torpor sonâmbulo, Cavaco entrou em modo automático e desatou a receber uma multidão de pessoas e instituições, ao ponto de eu ter receado também receber uma chamada de Belém.

Enquanto o país continuava (e continua) suspenso e sem um governo em plenitude de funções e poderes, o Presidente da República roncava em sono profundo.

Hoje acordou. Finalmente! E descobriu que aquilo que vivera não era um desagradável pesadelo. Era a realidade. A realidade da qual ele se vinha escapulindo há 50 dias, ora fingindo controlar a vida política-partidária-parlamentar, ora recebendo pessoas, ora se entregando nos braços de Morfeu.

Mal disposto por ter acordado para a realidade, entregou a António Costa uma espécie de lista de compras para o próximo governo. Fruto do longo e profundo sono e da irritação, a lista está recheada de disparates, sendo que o primeiro é a sua existência. Até Marcelo Rebelo de Sousa, da mesma área política do PR, teve a honestidade e o desassombro de o denunciar.

Cavaco Silva caminha para o fim a parecer-se com Ebenezer Scrooge: rabugento, avarento, virado para si mesmo, só. Infelizmente para ele, não haverá um Dickens para o redimir e salvar. Felizmente para nós, este será o seu último Natal.

23 outubro, 2015

Passou-se!



PASSOU-SE!
 

Aníbal Cavaco Silva passou-se! Pior! O Presidente da República passou-se! Passou-se de tal maneira que a única via é ser substituído rapidamente pelo Presidente da Assembleia da República.
 

Cavaco Silva no seu pior.

O exercício oratório em que Cavaco se empenhou ontem, transpirando raiva, despeito e ódio constituiu um novo ponto mais baixo de um já de si lamentável exercício da função presidencial.

Cavaco Silva foi mais longe do que apoiar à outrance o PSD. Cavaco praticamente baniu os partidos políticos além do PSD, PS e CDS, da actividade política e do eventual exercício de um módico do poder político.

Cavaco Silva rugiu contra o PS porque este não fez o que ele queria. Mas foi mais longe e apelou ao motim dos deputados do PS.

Cavaco Silva fez uma pressão inaceitável sobra a Assembleia da República e arrisca-se a que a Assembleia da República lhe devolva a pressão embrulhada num voto de rejeição de um governo (o que ele quer) e na garantia de apoio a outro (o que ele rejeita).

Cavaco Silva faz das suas convicções e dos seus fanatismos europeístas um evangelho do qual os partidos e os eleitores não se podem afastar. Curiosamente, o mesmo Cavaco que quando assumiu a presidência do PSD tinha reservas em relação à CE.

Cavaco Silva revelou desprezo pela vontade de eleitores que votam em partidos dos quais não gosta. Pelos vistos foram mais de 1 milhão. Mas todos sabemos o que vale o chavão do Presidente de todos os Portugueses.

Aliás, Cavaco Silva demonstrou mais cuidado, consideração e apreço com os credores, com os mercados e com as instituições internacionais (na linha de Passos Coelho) do que com os cidadãos portugueses que também o elegeram, porventura, se se seguir a linha de pensamento de Cavaco, num assomo colectivo de imbecilidade.

Por falar em imbecilidade, Cavaco Silva quis fazer de todos nós imbecis ao tentar fazer crer que um eventual governo do PS com o apoio do PCP e do Bloco de Esquerda levaria Portugal a abandonar a NATO e a EU. A sério?

Finalmente, a culminar toda a raiva destilada no discurso, Cavaco ameaçou que não daria posse a um governo com apoio parlamentar maioritário.

Além da duvidosa constitucionalidade de tal posição, além do carácter anti-democrático e desrespeitoso do Parlamento de que se reveste, fica a conclusão que a estabilidade governativa que Cavaco tanto apregoa só vale quando são os seus amigos a governar.

Cavaco Silva mostrou o seu lado lunar: intolerante e anti-democrático. Já o tinha feito anteriormente, nomeadamente no seu horror aos referendos. Desta vez fez questão de não deixar dúvidas: a democracia cavaquista tem um conjunto restrito de protagonistas e tem um só caminho – o dele.

Cavaco Silva viu-se sem Passos e passou-se! Passou-se completamente! É mais que tempo de se passar para outro lado. É mau de mais para ser Presidente! Cavaco Silva passou-se…

12 outubro, 2014

Cavaco Silva e a sua Pensão


CAVACO SILVA E A SUA PENSÃO

 

 

Cavaco Silva conduziu a sua carreira política com um discurso e atitudes anti-partidárias. Umas vezes fê-lo de forma vincada, outras de forma velada. Contudo, construiu a sua bem sucedida carreira política firmemente apoiado num e por um partido: o Partido Social Democrata.

 

Cavaco Silva catapultou-se para uma década de sucesso político (3 vitórias eleitorais, 2 maiorias absolutas e 10 anos como Primeiro-Ministro) com uma atitude DE ruptura: rompeu o consenso partidário de então (1985) entre PS e PSD, o chamado Bloco Central.

 

Esse mesmo Cavaco Silva, aproveitou o 5 de Outubro para exultar pela enésima vez nos últimos dois anos a “cultura do compromisso” e o consenso entre os partidos. Fá-lo contra a sua prática passada, fá-lo contra a evidência de divergências (aparentemente) insanáveis entre os partidos e fá-lo contra o interesse e a necessidade de um sistema político democrático disponibilizar alternativas aos eleitores.

 

Cavaco Silva (e o PSD) defende a reforma do sistema político para “aproximar políticos e eleitores”. O que ele não faz é explicar como reduz o número de deputados, aproxima os mesmos dos eleitores (cada deputado passaria a representar mais eleitores) e como mantém o sistema proporcional (com credibilidade).

 

Cavaco Silva ataca aqueles que fazem “promessas de facilidades” e condena a “demagogia e o populismo”. Contudo, o mesmo Cavaco, apadrinha e protege um Governo que atropela o seu programa eleitoral e as promessas e declarações que fez. O mesmo Cavaco Silva, Presidente da República, ignora olimpicamente os desmandos e os abusos praticados pelo seu governo sobre a maioria dos Portugueses. A única coisa que o apoquenta é a problemática das pensões na medida em que o afecta pessoalmente.

 

A realidade é que Cavaco Silva, seja por solidariedade partidária, seja por servilismo ao exterior, seja por medo de enfrentar certos poderes, subscreve e apoia as medidas extorsionistas do actual Governo (excepto as das pensões quando ele é afectado).

 

Penso por isso, que a razão do desespero pelo consenso que Cavaco vem demonstrando, contra-natura, advém do pavor de que algumas das medidas mais gravosas do Governo venham a ser desfeitas ou mitigadas pelo próximo (excepto as das pensões….). Infelizmente não acho que tal seja muito provável, mas é um risco.

 

Portanto temos a ironia (descaramento?) de um Presidente da República discursar no Dia da República, cuja extinção da lista dos feriados nacionais apoiou, a defender conceitos a que sempre se mostrou alheio, apoiando um governo que atropela a ética que ele (Cavaco) pretende defender em suposto favor de uma população que já não os pode ver (a Cavaco e ao Governo).

 

P.S. Será que a próxima reforma (gravosa, é claro) das pensões, exemptará de novas taxas e sobre-taxas todos os doutorados e só os doutorados, desde que nascidos em Boliqueime e apenas em Boliqueime? Então, o apoio de Cavaco Silva ao Governo será total e incondicional.

08 outubro, 2014

3.5 Milhões de Percalços


3.5 MILHÕES DE PERCALÇOS

 

A Ministra da Justiça Paula Teixeira da Cruz, a propósito da sua desastrosa reforma do mapa judiciário, disse que havia alguns percalços. Neste caso “alguns” são 3.500.000 milhões. Tal é o número de processos desaparecidos.

 

O resultado é o caos com o sistema judiciário à beira da paralisia. Ou, para ser mais exacto, ainda mais paralisado do que normalmente.

 

Isto já para não falar na redução das comarcas judiciais em 90% (!!!) de cerca de 230 para 23 em nome da eficiência é tentar fazer dos Portugueses patetas. Assiste-se, como já acontece noutras áreas (Saúde, por exemplo) à governação por um(a) contabilista ou guarda-livros. Pouco importa se a Justiça funciona melhor, pior ou não funciona de todo. O que interessa é poupar mais uns milhões para satisfazer os Rehn, Draghi, Lagarde e Merkel deste mundo

 

E a senhora demitiu-se? Foi para o degredo? Penitenciou-se? Corrigiu o tiro? Não, nem pensar. Deu parte de doente e foi para casa que isto de acabar de espatifar o sistema judicial dá trabalho e é uma canseira. E Entretanto vai brincando com a vida de milhões de pessoas.

 

Entra então em cena o Ministro da Educação Nuno Crato, ele próprio cada vez menos bem educado e absolutamente indiferente quanto ao rumo da Educação. Fecha escolas às dúzias, mesmo as que cumprem o número mínimo de alunos matriculados, no pleno exercício da sua actividade de guarda-livros da Educação. Maltrata os professores (como uma das suas antecessoras), marca exames à socapa, entope as salas e as turmas de alunos, alheio aos efeitos nefastos sobre a qualidade do ensino.

 

Agora Crato cometeu mais uma série de erros crassos: listas de colocações de professores tardias, escolas sem professores, erros grosseiros e em larga escala nas bolsas de colocação de escolas, mentiras, omissões e falsas garantias prestadas aos Portugueses em sede parlamentar, fazem deste Ministro uma calamidade pública.

 

E o que fez o sujeito? Demitiu-se? Foi para o degredo? Penitenciou-se? Corrigiu o tiro? Não, nem pensar. Continua a brincar aos ministros, a brincar com a vida e a dignidade dos professores, com a vida e o futuro das crianças, com a vida dos milhões de Portugueses que são directa ou indirectamente afectados por esta balbúrdia.

 

Paula Teixeira da Cruz e Nuno Crato são incompetentes à enésima potência, ou estão a agir com dolo. SE for a segunda deviam já ser presos por traição. Se for a primeira, como quero acreditar, já deviam ter sido demitidos (já que não têm a dignidade de o fazer pelo próprio pé) há um mês atrás.

 

Isto leva-nos a São Bento. Que anda a fazer Passos Coelho? Compraz-se por verificar que há ministros ainda mais incompetentes que ele próprio? É teimosia? Maldade? Cegueira? Estupidez? Talvez um pouco de tudo, mas a sua inércia devia levar também à sua demissão.

 

Isto leva-nos a Belém. Onde está o Presidente da República que proferiu um sermão em missa cantada no 5 de Outubro? Há duas pastas do Governo, vitais no funcionamento do país que estão à beira do colapso com óbvia incompetência ministerial e Cavaco Silva não pede satisfações ao Primeiro-Ministro? Onde está a sua responsabilidade? Onde está a sua credibilidade? Onde está a sua coerência? Já sei, foram as três fazer a rodagem ao carro.

 

Milhões de percalços e calinadas e este quarteto de tristes nada faz, nem assume responsabilidades nem consequências, nem repara com eficácia e celeridade os erros cometidos? Não dão satisfações cabais aos Portugueses? Malinhas à porta e quádrupla demissão era o que devia acontecer, mas é claro que não vai acontecer.

 

 

26 fevereiro, 2014

A Estupidez do "Bom Aluno"

A ESTUPIDEZ DO “BOM ALUNO”

Desde que Cavaco Silva, então Primeiro-Ministro, cunhou a expressão “bom aluno europeu”, que eu a achei extremamente infeliz.

Nada tenho, obviamente, contra os bons alunos. Pelo contrário, na qualidade de professor (sim, considerar-me-ei sempre um professor) tenho a maior estima e respeito pelos bons alunos, especialmente pelos meus bons alunos.

Os meus bons alunos (vários muito bons mesmo) são pessoas inteligentes, empenhadas, vivazes, diligentes argutas, cultas, interessadas e interessantes. Os bons alunos são-no em resultado das suas qualidades e do bom uso que delas fazem. Entre elas, está a capacidade de discernir o que é certo do que é errado, terem sentido crítico e de tomarem decisões com base no seu juízo de qual é a melhor opção.

Infelizmente, o “bom aluno europeu” de Cavaco, agora recuperado por Passos Coelho, é a antítese do verdadeiro bom aluno. Não pensa pela sua cabeça, recebe e cumpre sem indagar, questionar ou reflectir as directrizes dos pseudo-professores que o manipulam a seu bel-prazer. Não tem curiosidade intelectual nem criatividade, não consegue discernir o correcto do incorrecto, o interesse próprio do de outrem, o bem do mal.

O objectivo do “bom aluno europeu” mão é aprender nem evoluir; o objectivo é agradar cegamente ao pseudo-professor, bajulando-o e humilhando-se. O “bom aluno europeu” de Cavaco e de Coelho é um ser amoral, estúpido e acéfalo, representativo de uma atitude de inferioridade, rebaixamento, indigna de um governante, de um aluno, de uma pessoa.

Comigo, este “bom aluno europeu” tinha um rotundo chumbo. Sem apelo nem agravo.


P.S. Diga-se que os pseudo-professores deste aluno não são muito melhores do que ele: arrogantes, intolerantes e genericamente incompetentes. Não teriam sorte nenhuma com os meus bons alunos.


07 novembro, 2013

Diálogos e Consensos

DIÁLOGOS E CONSENSOS

 
Depois das investidas de Cavaco Silva no Verão, a questão da premência e obrigatoriedade do diálogo e do consenso voltou à baila, desta vez por iniciativa do Governo e das suas extensões: o CDS e, especialmente, o PSD. A esta renovada pressão, junta-se o clamor dos opinion makers do regime. O alvo é o PS.

A pressão é intensa: Cavaco Silva diz que sem diálogos e consensos não somos um país europeu normal; Marco António acrescenta que o PS se tornou um partido radical; outros declaram que o PS não tem alternativa – TEM que se sentar à mesa das negociações.


Que fundamento e viabilidade têm estes apelos/ameaças?


Recuemos a 2011. Passos Coelho faz tremendos ataques ao Governo de José Sócrates e promessas de red lines que não pisará. José Sócrates negoceia o PEC IV à sorrelfa, sem dar cavaco a Cavaco nem ao PSD. O PSD, CDS, PCP e BE chumbam o PEC IV. O Governo demite-se. Vem o Memorando de Entendimento com a Troika, uma campanha eleitoral agreste e tensa, eleições e um novo governo.


Em retrospectiva, o chumbo do PEC IV pelo PSD e CDS foi um erro crasso. Bem, na verdade foi uma manobra de assalto ao poder. Derrubado o governo, Passos Coelho subscreve um memorando mal negociado por Sócrates e pelo seu incompetente Ministro das Finanças (Teixeira dos Santos), mais duro do que o PEC IV, renegando uma boa parte das suas promessas eleitorais (ver “Outro Mentiroso” em http://tempos-interessantes.blogspot.pt/2011/07/outro-mentiroso.html ). As outras seriam repelidas já no governo.


Após estes acontecimentos, entre o PS socrático e o PSD coelhista só há bad blood. Contudo, com o cadáver de Sócrates ainda quente, António José Seguro anuncia que é candidato à liderança do PS, para a qual vem a ser eleito. Numa primeira fase da sua liderança, Seguro colabora com o Governo, mesmo fazendo umas ameaças ocas pelo meio (ver “O Idiota Útil” em http://tempos-interessantes.blogspot.pt/2012/04/o-idiota-util-antonio-jose-seguro-foto.html  ).


Instalado no poder, com o conforto de uma maioria parlamentar laranja-azul, Passos Coelho e o PSD desprezam Seguro e o PS. Em bom Português, não lhe passam cartão e recusam qualquer diálogo com significado. Por muito sonso que fosse, chegou o ponto em que Seguro se fartou e começou a opor-se efectivamente ao Governo, votando contra o orçamento de Estado de 2012. Com a nova postura verificou que evitava grande parte das chatices internas no PS e ainda ganhava popularidade. E à falta de melhor, endureceu a postura em relação ao PSD.


Sucede que em 2012 o Governo começa a ver o comboio da governação a andar para trás. De forma mais precisa, a descarrilar. Então fez-se luz no PSD: com o navio a meter água por todos os buracos orçamentais, há que envolver o PS no processo de aplicação do Memorando, dar um balde ao Seguro e pô-lo a tirar água do navio. Este, contudo, satisfeito com os resultados da sua nova postura e com as renovadas perspectivas de sobrevivência política, disse que não: vocês meteram água, agora tirem-na.


Em 2013, com as eleições autárquicas no horizonte, a vontade do PS em negociar diminui proporcionalmente ao agravamento da desagregação do Governo. Para conter a crise política, o Presidente da República obriga PSD, PS e CDS a negociar. Já era tarde. Para prevenir qualquer recaída de Seguro, o PS jurássico emitiu avisos à navegação que torpedearam à nascença a remota hipótese de consenso.


Seja como for, os maus resultados da governação aliados aos bons resultados das Autárquicas, puseram Seguro em election mode: só quer eleições e quanto mais cedo melhor, não vá o balão esvaziar. Tal como Sócrates e Coelho antes dele, Seguro só pensa em ser Primeiro-Ministro. Espera-se que, se lá chegar, tal não aconteça de forma espúria como o anterior e o actual.


Por sua vez, PSD e CDS perderam o timing do diálogo e do consenso por soberba. Agora querem fazê-lo em desespero de causa e por dois motivos: por um lado, para arrastar o PS para um acordo que o torne cúmplice e co-responsável por uma governação desastrosa e extremamente impopular; por outro lado, para aprofundar e perpetuar os desígnios programáticos do Governo para além da Troika.


A assinatura do memorando de Entendimento foi um episódio de convergência acidental entre um Sócrates encostado à parede e um Coelho ávido do poder que estava a um passo de distância. A partir daí, os partidos divergiram continuamente, crisparam e barricaram-se nas respectivas trincheiras. Face à magnitude das divergências e do antagonismo, qualquer acordo assinado agora seria uma manifestação de hipocrisia ou o resultado de forte coacção, provavelmente externa.

É grave este afastamento e crispação? É grave a falta de consenso?

Não e não. Eu sei que a opinião publicada e transmitida tem vindo num clamor crescente pedindo/exigindo diálogos, consensos e acordos, mas trata-se de pessoas que em regra pertencem ao sistema, onde pululam os interesses, as trocas de favores e os acordos interesseiros, mas a resposta é mesmo “Não”.


Estou convencido que os Portugueses querem e precisam de alternativas e possibilidades de escolha. Também estou ciente de que o actual PS está longe de oferecer uma alternativa de confiança e não contará com o meu voto. Não obstante, penso que será difícil fazer pior, ou até tão mal como o actual Governo.


Portugal não precisa de acordos suspeitos que visem decidir pelos Portugueses o que cabe aos Portugueses decidir. Umas eleições entre o António José Coelho e o Pedro Passos Seguro seria um pesadelo a somar ao que já vivemos.