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28 agosto, 2016

Salvos pela Telma



SALVOS PELA TELMA
 
Telma Monteiro no pódio olímpico!


Estou ciente que nos Jogos Olímpicos há mais do que as medalhas. Para além daqueles cujo êxito foi a própria qualificação para os Jogos, há aqueles que têm participações desportivamente meritórias, nomeadamente os que alcançam os estatuto de finalistas (os 8 primeiros) e que recebem o diploma olímpico Tais foram os casos dos canoístas Emanuel Silva e João Ribeiro com um azarado 4º lugar, do triatleta João Pereira que fez uma espectacular recuperação até ao 5º posto, de Nélson Évora e Patrícia Mamona, ambos 6º no triplo salto, ou de Nélson Oliveira, 7º no contra-relógio, entre outros.

Não obstante, para a grande maioria, o que conta é o vil metal (neste caso nobre), ou seja, as medalhas. E para um país sedento de medalhas, apenas 24 desde que Portugal se estreou nos Jogos Olímpicos há 104 anos em Estocolmo/1912.

Assim sendo, Telma Monteiro com a medalha de bronze conquistada no judo salvou Portugal e os Portugueses de uns Jogos em branco, ausentes do inefável medalheiro. Diga-se de passagem que Telma merecia e muito uma medalha olímpica a coroar uma carreira notável e recheada de título mundiais, europeus e nacionais.

No contexto dos Jogos do Rio de Janeiro/2016, a medalha de Telma salvou-nos da seca. Bem haja por isso.




21 agosto, 2012

JOGOS OLÍMPICOS E NACIONALISMO


Os Jogos Olímpicos de Londres proporcionaram-nos múltiplas celebrações. A óbvia celebração dos feitos desportivos de que Michael Phelps foi novamente o expoente máximo. A celebração da festa, do convívio, da alegria, extensível a atletas, acompanhantes, staff da organização, público e espectadores distantes. Até se poderia referir uma celebração da globalização e da crescente inter-conexão entre povos e países. E foram, também, uma celebração universal do Nacionalismo.

Sim, esse sentimento multisecular, frequentemente vilipendiado na Europa contemporânea, também esteve presente. Esteve presente no desfile das delegações nacionais precedidas pelos porta-estandarte exibindo as cores nacionais, no orgulho de ver subir a bandeira nacional (dos 80 países medalhados), do frémito de emoção ao ouvir o hino nacional (dos 50 países que conquistaram medalhas de ouro), do orgulho de atletas e respectivos concidadãos ao fazerem/verem a volta olímpica (de honra) envoltos na respectiva bandeira, na angústia pela chegada da medalha fugidia, na consulta atenta do Medalheiro Olímpico para verificar a posição do nosso país, no exultar com os feitos desportivos e as medalhas de atletas que não conhecemos em modalidades que quase ignoramos, só porque os nossos compatriotas levantaram alto o nome do nosso país.

Este sentimento manifesta-se de forma transversal em todos os continentes e países. É um sentimento de pertença, de comunhão, de identidade que, por muito que custe a alguns, só a nacionalidade partilhada suscita. Felizmente, o Nacionalismo está para durar.



MEDALHEIRO OLÍMPICO

O Medalheiro Olímpico mostra-nos que as tradicionais potências político-militares e económicas também dominam no desporto. Significativamente, o Top 12 é composto exactamente pelos mesmos países de Pequim 2008 e em relação a Sidney 2000, a grandes diferenças são a inclusão de Cuba e Holanda nos 10 primeiros, mas todos os 13 aqui refenciados ficaram então nos 15 melhores. Saliente-se o novo triunfo dos EUA e a notável performance da Grã-Bretanha. Será que há uma correlação entre a Geopolítica e o Desporto? Seja como for, certo é que as grandes potências se empenham em brilhar e reforçar o seu prestígio nos Jogos Olímpicos.

Ao contrário do que é comum fazer nos media que privilegiam as medalhas de ouro (o que pode resultar na colocação de um país com 1 medalha de ouro à frente de outro com 5 medalhas de prata e 5 de bronze), aqui atribui-se 3, 2 e 1 pontos às medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente. O ranking é feito em função dos pontos.




COUNT/MED
GOLD
SILVER
BRONZE
TOTAL
POINTS
USA
46
29
29
104
225
CHINA
38
27
22
87
186
RUSSIA
24
25
33
82
155
GREAT BRITAIN
29
17
19
65
137
GERMANY
11
19
14
44
85
FRANCE
11
11
12
34
67
JAPAN
7
14
17
38
66
AUSTRALIA
7
16
12
35
65
SOUTH KOREA
13
8
7
28
62
10º
ITALY
8
9
11
28
53
11º
HOLLAND
6
6
8
20
38
12º
HUNGARY
8
4
5
17
37
13º
UKRAINE
6
5
9
20
37



NOTA 1: Quando se refere o “nosso” país/bandeira/atleta, é de forma abstracta, aplicável a qualquer país e não especificamente ao meu.

NOTA 2: Neste texto faz-se a apologia do Nacionalismo e do patriotismo, mas não de nacionalismo agressivos, expansionistas, ou belicistas. O Nacionalismo não é sinónimo de III Reich.

14 agosto, 2012

London 2012 Olympics

LONDON 2012 OLYMPICS

GREAT BRITAIN: LAND OF HOPE AND GLORY


London and the United Kingdom have just wrapped up their Olympic Games. Fun, joy, achievement, beauty and splendour, peace and security, fantastic venues, great athletes, all in a fantastic capital city, one of the most beautiful and emblematic cities in the world. Great Britain was again a Land of Hope and Glory.
Congratulations London on these superb Olympic Games!!!


The Olympic Stadium.


The grand finale: the fireworks!




The London skyline in the closing ceremony.




 Andy Murray carries the Tennis gold medal.



Jessica Ennis carries the gold with an Olympic record in the Heptathlon.




Bradley Wiggins: less than a month after winning the Tour de France, he wins the gold in the Timetrial.




Gold for Katherine Grainger and Anna Watkins in Double Sculls.



Philip Hindes, Jason Kenny and 6-time gold medal winner Sir Chris Hoy, celebrate their gold medals conquered in the Velodrome.