JUDAS COELHO
Judas Coelho
Poderão pensar que já são demais os epítetos que vou colando a Passos Coelho. Infelizmente discordo. Confesso que o primeiro título que me ocorreu era outro, mas depois, movido pela época pascal e pela traição de Sexta-Feira Santa, resolvi optar por “Judas”.
Mais: não acredito que este tenha sido o último. Tenho a certeza que Coelho continuará a fazer judiarias aos Portugueses e por muitas que faça, hei-de encontrar sempre adjectivos para lhe aplicar.
A judiaria mais recente é a rábula dos 13º e 14º meses dos funcionários públicos. Toda a gente ouviu que a suspensão dos chamados subsídios de férias e de Natal se efectuaria em 2012 e 2013. Repentinamente, vem um amanuense austríaco da Comissão Europeia insinuar o seu prolongamento. De seguida noticia-se que é até ao fim do programa de financiamento externo (meados de 2014 o que salvaria, no mínimo, o subsídio de Natal). Finalmente, o Judas Coelho vem falar em reposição gradual a partir de 2015. O “Expresso” escreve que em 2016 esse gradualismo ainda pode ficar pelos 50%!!!!
Judas Coelho diz à Rádio Renascença que o “Governo pretende repor gradualmente esses subsídios porque dificilmente o Estado conseguiria encaixar num ano a reposição de todo esse benefício.”
Ora bem, o que este Judas está a dizer é:
1- O Estado sempre pagou estes salários. Agora que tem dois anos e meio de folga, deixa de poder pagar.
2- O Estado não pode encaixar o pagamento do que deve, mas os Portugueses podem encaixar o roubo daquilo que lhes pertence por direito e por trabalho!
3- Eu (ele) continuo a mentir porque nunca isto foi dito aos Portugueses.
Judas Iscariotes vendeu Cristo por 30 dinheiros. Judas Coelho vai vendendo os Portugueses ao preço de biliões. Além do preço, a diferença é que este não se arrepende e, infelizmente, não se vai enforcar. Vai-nos asfixiando.

