O COMBOIO DOS DUROS
Já tive oportunidade de referir por
duas vezes neste Blog que o Afeganistão é uma frente fundamental no combate ao
terrorismo internacional (maxime Al-Qaeda), à produção e tráfico de droga
(ópio/heroína) e ao islamismo mais radical (Talibans).
Neste cenário de 3 em 1, está tanto em jogo que dezenas de países investiram tropas, técnicos e dinheiro para apoiar a reconstrução do país e a erradicação das ameaças.
Como é evidente, o desiderato estruturante de repor o Afeganistão a funcionar nos planos político, económico e social, é necessário, antes da ajuda técnica e financeira, criar condições de segurança e estabilidade. Tal tem-se mostrado crescentemente complicado em 2006, quando se assiste a um ressurgimento dos Taliban.
Ora, a única maneira (ou pelo menos a principal) de resolver este problema é através da força armada aplicada com a contundência necessária para tentar o extermínio das forças Taliban/Al-Qaeda, ou pelo menos, feri-las severamente de forma a colocá-las fora de combate.
No entanto, conforme já escrevi no post “Portugal e o Afeganistão” de 09/09/06, Até agora, para além dos EUA, só o Reino Unido, a Holanda e o Canadá, tiveram a coragem política de reforçar os seus contingentes no Afeganistão e de movimentar tropas do relativo conforto de Cabul e outras cidades, para desenvolver uma acirrada caça aos terroristas na zona meridional do país, nomeadamente nas províncias de Helmand e Kandahar.
Já passaram quase 3 meses e a situação mantém-se quase idêntica, havendo a acrescentar a Austrália e a Dinamarca aos países que têm a coragem e a firmeza para enviar as suas forças para desempenhar a missão primordial para a qual existem: combater! A estes podemos acrescentar pequenos países, como Portugal e a Estónia, hoje referenciados positivamente pelo Presidente George W. Bush têm rules of engagement suficientemente latas para poderem ser empregues em missões de combate efectivo.
A NATO tem 26 Estados-Membros. Destes, 6 (EUA, Reino Unido, Holanda, Canadá, Austrália e Dinamarca) combatem pelo interesse comum num ambiente agreste, hostil e perigoso. Há mais uns poucos que estão a postos para colaborar.
Usando linguagem cinematográfica, é com este “Comboio dos Duros” que podemos contar para este combate vital. Bem hajam!
Distribuição dos principais contingentes da NATO no Afeganistão.
in BBC News: http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/6191504.stm#anchor
























