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04 março, 2015

Paga o que Deves, Malandro!!!



PAGA O QUE DEVES, MALANDRO!!!

Sou mesmo distraído! Há 4 anos que me esqueço de pagar IRS! Espero que não me levem a mal.

Santa ignorância! Então é obrigatório descontar para a Segurança Social? E ninguém me dizia nada?

Bolas! Esqueci-me de pagar IVA outra vez! Que azar! Fica para a próxima.

Curioso! Já há uns tempos que não aparece cá por casa um senhor das finanças a lembrar-me amavelmente que cumpra as minhas obrigações fiscais. Até costumam trazer uns chocolates…

Hmmm… Selo do carro? O que será isso? Eu não o vou enviar pelo correio!!!!

Desculpe, ouvi dizer que devo 20.000 euros. Pegue lá 5.000 e fique com o troco. Não, não precisa de agradecer.

IMI??? Será primo do FMI?

Sisa? Não tenho siso, quanto mais sisa.

Eu sou muito pequeno, nunca ouvi falar destas coisas e só por maldade é que me vêm maçar com isto! Assim não brinco mais! São uns maus.


Eis um pequeno resumo da atitude de Passos Coelho perante as obrigações (dele) fiscais e afins! O vigarista ainda tem o supremo descaramento de se sentir ofendido! Não tem um pingo de vergonha! Só apetece gritar-lhe:


PAGA O QUE DEVES, MALANDRO!!!

25 fevereiro, 2015

Sabujos



SABUJOS

 As informações apontam no mesmo sentido e notícias de diversas origens reforçam aquilo que o Ministro das Finanças da Grécia denunciou: Portugal e Espanha, dois países um pouco menos falidos que a Grécia, ambos vítimas de brutal recessão e ambos com taxas de desemprego inaceitáveis (sendo a da Espanha da mesma magnitude que a grega), foram sequazes de Berlim no trabalho de pressionar, prensar e bloquear a Grécia. Nas palavras de Yanis Varoufakis: Portugal e Espanha foram mais Alemães que a Alemanha!”

Andrei Gromiko era o Mr. Nyet. Schauble é o Mr. Nein. Venha o diabo e escolha.

Parece inacreditável! Dois dos países que podiam beneficiar indirectamente de um alívio do torniquete que asfixia a Grécia, fizeram o papel de sabujos da Alemanha.

Porquê?

No caso de Portugal, a única explicação que encontro é uma fidelidade/subserviência canina a Berlim (ver “HERR KOMMISSAR” em http://tempos-interessantes.blogspot.pt/2012/02/herr-kommissar.html ) que Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque (e o seu mentor Vítor Gaspar) sempre demonstraram. Pouco ou nada importa o interesse nacional e o bem-estar e a dignidade dos Portugueses ainda menos. Basta rever as palavras indignadas (e indecorosas) do Ministro da Presidência Marques Guedes perante as críticas (tardias) de Juncker à austeridade exagerada na intensidade e no tempo.

Maria Luís Albuquerque, provavelmente, está a soldo dos arquitectos e defensores da austeridade à outrance, estejam eles em Berlim, Frankfurt, Bruxelas, ou Washington, tal como Gaspar estava. Coelho estará ou não, mas é um fanático ignorante que gosta de bater nos fracos e se roja perante os fortes. No plano europeu, é o arquétipo do sabujo, disposto a prestar-se aos mais enxovalhantes papéis.

No caso da Espanha há uma nuance: Rajoy e o PP estão aterrados com a perspectiva de poderem vir a ser cilindrados pelo Podemos nas eleições do próximo Outono. Como tal, pensam que o esmagamento da Grécia e o consequente fracasso do Syriza, ajudará a esvaziar o Podemos. Há aqui um interesse partidário a ser defendido. Porém, tal como em Portugal, também se atirou o interesse nacional para as urtigas.

É difícil escolher o que custa mais:

* Ser governado por quem se rege por objectivos que não o interesse nacional.

* Ser governado por gente para quem o destino das pessoas é indiferente.

* Ser governado por gente que nos envergonha no exterior.

* Ser governado por sabujos que, salvaguardadas as distâncias, são para a Alemanha de hoje o que eram as milícias fascistas da Ucrânia, Croácia, Hungria, etc, para o III Reich há 70 anos: fazem-lhes o trabalho sujo para agradar ao chefe e receber umas comendas.


P.S. A Itália e a França que também sofrem com o dogma da austeridade, especialmente Roma que enfrenta uma situação económica e financeira complicada, e que têm, supostamente, governos de esquerda, ficaram mal na fotografia. Os dois países que mais capacidade tinham de vergar o autoritarismo e intransigência germânicos (ver “ITÁLIA E FRANÇA v ALEMANHA” em http://tempos-interessantes.blogspot.pt/2014/11/italia-e-franca-v-alemanha.html ), preferiram ser testemunhas silenciosas da tentativa de linchamento dos Gregos. Talvez um dia chegue a vez dos Franceses e dos Italianos. Haverá quem lhe chamará justiça poética. Por agora é apenas cobardia e estupidez.

10 dezembro, 2014

Fugiu-lhe a Boca...

FUGIU-LHE A BOCA…
 
Recentemente, Passos Coelho aproveitou um comício em Santarém para se vangloriar.
 
Disse que havia boas razões para recordar 2014. Talvez porque se aproxima a data em teremos a oportunidade (a ver vamos se é aproveitada) para lhe dar um chuto nos fundilhos.
 
Disse que os “donos do país estão a desaparecer”, esquecendo-se de referir que ele tratou de arranjar novos.
 
Disse que as pessoas agora “se sentem ameaçadas pela mudança”. Não é de agora. Dias após a sua tomada de posse e desde então, o que as pessoas mais sentem é ameaça. Podia acrescentar medo, revolta e desprezo. E a mudança que ele implementou é a de uma sociedade exaurida, empobrecida, descrente.
 
Disse que a economia “está a crescer sem criar dívida”, o que é notável dado que a dívida disparou no seu mandato e a economia encolheu muito e agora cresce pouco.
 
Disse que “não precisamos de radicalismos para impor a nossa mudança”. Radicalismo foi o que mais houve: nos aumentos de impostos, nos cortes de salários, na roubalheira (quase) generalizada.
 
Duas verdades, porém: a “nossa mudança”. Sim, a mudança é a dele e dos seus acólitos e dos seus mestres. E sim, foi imposta. Imposta contra os compromissos políticos e eleitorais e sempre a tentar impor contra os ditames legais e constitucionais. Fugiu-lhe a boca para a verdade.
 
Uns dias antes, Coelho tinha realçado que não é verdade que todos os políticos sejam iguais. Fugiu-lhe outra vez a boca para verdade. Não são de facto. Ele é muito pior do que os outros. Mentiroso, incompetente e fanfarrão, é o que ele é.
 
Já se sabe que as indirectas a António Costa via caso Sócrates vão ser a preocupação principal do discurso de Coelho durante os próximos 10 meses. Político pequenino, mente pequenina, pessoa mesquinha. A ver vamos se ele próprio não vai engrossar o lote de vigaristas legalmente certificados.

19 novembro, 2014

Miguel Macedo

MIGUEL MACEDO
 
Declaração prévia de interesses: considero Miguel Macedo um amigo, embora não fale nem esteja com ele há cerca de 3 anos, resultado de rumos desencontrados. Logo, dificilmente viria aqui desancá-lo. Conhecemo-nos há muitos anos nos primórdios da política, no PSD, na JSD, onde o Miguel já era figura de destaque.
 

É público, pelo menos no âmbito de Tempos Interessantes, o que penso deste Governo (muito mau) e do seu líder (péssimo). Não obstante, e creio que não toldado pela amizade, acho que Miguel Macedo foi gerindo a sua pasta com acerto, eficiência, tranquilidade e discrição. É óbvio que tem a sua quota-parte de responsabilidade  pelo que o Governo tem feito e desfeito, mas entre ideólogos fanáticos, serventes do exterior e incompetentes, Miguel Macedo sobressai por não ser nenhum deles.
 
Pessoalmente gostaria que Miguel Macedo tivesse saído do Governo mais cedo, muito mais cedo, saturado de tanta incompetência e malfeitoria, mas isso, para o bem e para o mal, era uma escolha que só a ele cabia.
 
Sair de um governo porque houve irregularidades graves na esfera da sua competência não é uma proeza histórica, mas é um acto digno e responsável, o que no actual contexto político em que o erro, a incompetência, a estupidez (Passos, Crato, Teixeira da Cruz, Pires de Lima, etc) sobressaem sem quaisquer consequências, é digno de nota.
 
Não esperava dele outra coisa.
 
Termino com um pequeno episódio já antigo. Foi em Braga em 2002. Encontrei o Miguel Macedo num evento da campanha eleitoral para as legislativas com a presença de Durão Barroso. Eu estava lá na condição de candidato. Macedo estava lá na condição de apoiante. Tinha sido excluído das listas e o seu estado de espírito não era o melhor. Fui ter com ele e disse-lhe: “Lamento que não estejas nas listas. Merecias mais do que muitos. Mas a roda da fortuna gira e estou convicto que vais ser Secretário de Estado depois de ganharmos as eleições. Vais ver!”
 
E assim foi. Miguel Macedo foi o Secretário de Estado da Justiça. Não por intervenção minha, obviamente, pois esses assuntos estavam muito acima do meu patamar, mas o certo é que foi.
 
Tal como em 2002, em 2014 tenho a convicção de que o percurso de Miguel Macedo na política ainda não terminou. Só espero que continue em melhores circunstâncias.
 
Boa sorte Miguel!

10 novembro, 2014

Há um Requisito de Imbecilidade para Se Ser Ministro da Economia?



HÁ UM REQUISITO DE IMBECILIDADE PARA SE SER MINISTRO DA ECONOMIA?

Tal como aconteceu certamente com a maioria dos Portugueses, fiquei espantado com a performance do Ministro da Economia, Pires de Lima, na Assembleia da República. Uma longa e agonizante palhaçada, de fazer corar os antigos bobos da corte, tudo com o objectivo de entalar politicamente o líder do Partido Socialista.



Isto de ser engraçado é para quem pode, não para quem quer. Pires de Lima, enxovalhou-se (problema dele), enxovalhou o Governo (se tal ainda é possível) e enxovalhou o Parlamento. Consequentemente, envergonhou os Portugueses com uma cena que, mesmo protagonizada num café por um qualquer cidadão mais ébrio, seria sempre olhada com reprovação.



Se nos lembrarmos de Lima e dos seus dois antecessores na pasta da Economia, poderemos pensar se a imbecilidade, a patetice e o disparate se transformaram em requisito de admissão para o cargo de Ministro da Economia.

Neste plano, ganha destaque o número bovino dos cornos de Manuel Pinho em pleno Parlamento. Mais gráfico, a figura indecente valeu-lhe a guia de marcha para fora do Governo. Continua a fazer/dizer disparates, mas é por sua conta e risco.


Álvaro Pereira é um caso menos óbvio, embora também tenha a sua quota de calinadas. A maior de todas, porém, foi a figura do convencido que veio do estrangeiro (Canadá) para ensinar os pacóvios cá do sítio como as coisas se fazem. Também sairia pela porta do cavalo, não sem antes ter aplicado a sua dose de extorsão aos Portugueses.

Pires de Lima, contudo, não sai. Não se demite e não é demitido. Passos Coelho não demite ninguém. Mesmo o inenarrável Relvas quase precisou de uma reforma constitucional para poder ir embora. Senão vejamos:

A Ministra da Justiça preside ao maior colapso do sistema judiciário de que há memória e Coelho não a demite.

O Ministro da Educação, Nuno Crato, protagoniza o mais caótico e absurdo início de ano escolar em décadas com prejuízos imensos para professores e alunos e Coelho não o demite.

O Ministro da Economia, Pires de Lima, limitou-se a fazer e dizer umas imbecilidades no Parlamento, porque havia Coelho de o demitir?

Uma nota final para o conteúdo (?) político da momice de Lima. Que Ministro é este que confessa que teve de resistir à tremenda tentação de aumentar impostos? É isso que ele gosta de fazer? É um vício como comer chocolates? E que moral tem um ministro de um governo que aumenta impostos há 4 anos consecutivos, protagonizando no somatório um AUMENTO DE IMPOSTOS DE PROPORÇÕES ÉPICAS, para se gabar de não ter aumentado umas taxas, como se nos tivesse a fazer um favor, e para instar outros (os autarcas) a não o fazer?

Não tem um pingo de vergonha. E, na melhor das hipóteses, comportou-se como um imbecil. Na pior, é mesmo um imbecil.