TALVEZ
SE AS PESSOAS SOUBESSEM…
A
maioria dos noticiários televisivos que tenho visto mostra o mesmo tipo de
imagens e de mensagens: explosões em Gaza, seguidas de manifestações de dor ou
protesto por parte de familiares, concluindo a reportagem com declarações de um
popular ou, mais provavelmente, de um activista ligado aos poderes de Gaza,
vituperando os crimes de Israel; um destes personagens até pode aparecer
disfarçado de médico norueguês.
Não
surpreende pois, que muito boa gente que tem na TV o padrão de ouro da
informação pense que os Israelitas são a encarnação da barbárie no Terceiro
Milénio.
Infelizmente,
as televisões e outros media não são tão solícitos e gráficos a mostrar e explicar
o contexto, particularmente porque é que Israel bombardeia e invade Gaza.
Talvez
se as pessoas soubessem que o Hamas e a Jihad Islâmica Palestiniana (PIJ) já
dispararam centenas de rockets sobre Israel contra alvos indiscriminados.
Talvez
se as pessoas soubessem que Gaza já não está ocupada por Israel desde 2005!
Talvez
se as pessoas soubessem que o Hamas e a PIJ usam escudos civis para proteger as
suas forças e os seus mísseis.
Talvez
se as pessoas soubessem que o Hamas e a PIJ armazenam armamento em escolas e
hospitais.
Talvez
se as pessoas soubessem que a Carta do Hamas estipula a destruição de Israel e a
expulsão de todos os Judeus como um dos seus objectivos.
Talvez
se as pessoas soubessem que o Hamas está listado como organização terrorista pelos
EUA, Austrália, Egipto e pela maioria dos países europeus.
Talvez
se as pessoas soubessem que o Hamas rejeitou a primeira proposta de cessar-fogo, apresentada
pelo Egipto, apoiada pelo Ocidente e pela Liga Árabe e aceite por Israel.
Talvez
se as pessoas soubessem que o Hamas usa as vítimas civis para criar choque e
empatia internacionalmente e assim ganhar mais concessões de Israel.
Talvez
se as pessoas soubessem que Israel procura avisar os civis das zonas-alvo para
evacuarem a área e procurarem lugares mais seguros.
Talvez
se as pessoas soubessem que o Hamas vai mais longe e incitou ao regresso de
15.000 Palestinianos que tinham fugido do Norte de Gaza, depois de avisados por
Israel.
Talvez assim as pessoas valorizassem a dor que vêem mas não a
transformassem em crédito político para organizações terroristas para as quais
as vítimas civis são um trunfo.
Talvez assim as pessoas valorizassem a dor que vêem, mas não a
transformassem numa automática condenação e demonização de Israel.
Não
tenho a pretensão nem a intenção de santificar os actos e as políticas de
Israel, mas tenho dificuldade em aceitar que, por desígnio ou ignorância, se
passe uma mensagem distorcida, branqueando as acções de brutais organizações
terroristas como o Hamas e a PIJ, que fazem fogo indiscriminado, querem
exterminar os vizinhos, escondem-se cobardemente atrás das mulheres e crianças
que gostam de exibir como vítimas convenientes.
E
respeito o direito de Israel atacar a infra-estrutura terrorista em Gaza para
destruir as armas e a logística que serviu, só nos primeiros 9 dias do
conflito, para lançar 1700 rockets e mísseis sobre Israel.
in STRATFOR em www.stratfor.com
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“A GUERRA DE GAZA” em
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