IRON DOME,
ROCKETS & TUNNELS
O sol pôs-se sobre o conflito de Gaza, mas
estes carros de combate Merkava do Exército Israelita a Norte de Gaza continuam
a postos para novos episódios.
A última Guerra
de Gaza parece ter terminado. Para trás
ficou a habitual litania de acusações, afirmações e lamentações. O
Secretário-Geral da ONU afirmou convicto que esta teve de ser a última vez que
tal aconteceu. É possível. Mas também é improvável. Já aconteceu em 2009, em
2012 e em 2014, não contabilizando os incidentes de menor dimensão.
A frequência com
que acontecem até leva alguns Israelitas a chamar a estas operações “mowing the
lawn” (cortar a relva), dada a frequência e regularidade com que urge atacar as
ameaças do Hamas e da Jihad Islâmica Palestiniana (PIJ).
Enquanto decorrem as agitadas negociações no Cairo,
vamos espreitar os protagonistas
deste conflito.
IRON DOME
As baterias
anti-míssil Iron Dome são o novo ídolo em Israel: este sofisticado sistema de
defesa detecta os mísseis que são lançados sobre Israel, calcula em segundos a
área de impacto e só dispara o engenho interceptor se o rocket se dirigir para
zonas de interesse (habitadas ou de alguma forma ocupadas).
Os números da recente Guerra de Gaza falam pelo Iron Dome: o Hamas e a PIJ atingiram Israel com 2303 rockets dos quais 694 (30%) se dirigiram para zonas habitadas; destes, 578 (83%) foram interceptados pelo Iron Dome!
OS ROCKETS DO HAMAS E DA
PIJ
Os rockets e
mísseis foram, tal como em 2012, os grandes trunfos jogados pelo Hamas e pela
PIJ. Para além dos tradicionais Qassam e Grad que costumam afligir o Sul de
Israel, os terroristas incrementaram (já o tinham usado em 2012) o recurso a um
rocket de maior alcance, o Fajr-5 de fabrico iraniano. Estas armas têm um
alcance de 140km e foram elas que chegaram a Telavive e a Jerusalém. São
potentes, mas imprecisas e normalmente deviam ser usadas em barragens de
artilharia, com o lançamento simultâneo de múltiplos rockets para cobrir uma
área onde alguns acabarão por atingir alvos de interesse. As barragens de
artilharia israelita e os ataques aéreos impediram os Palestinianos de executarem
essa manobra. O Iron Dome fez o resto
Apesar da experiência
que detêm, os terroristas palestinianos conseguiram rácios de acerto muito
baixos: lançaram 3356 rockets para Israel, dos quais 2303 (68%) atingiram
território do Estado judaico; destes, apenas 694 (21%) se dirigiram para alvos
de interesse e uns meros 116 (3%) conseguiram passar o crivo das defesas
israelitas; 475 atingiram a própria Faixa de Gaza.
As IDF calculam
que houvesse cerca de 10.000 rockets em Gaza. Destes, cerca de 1/3 foram
disparados e outro terço foi destruído nos ataques israelitas. Restará o último
terço.
Gráfico mostrando o
nº diário de lançamento de rockets palestinianos e de ataques aéreos
israelitas. Note-se que só ao fim de 10 dias de ataques é que se verifica uma
sensível redução do nº de rockets lançados, o que demonstra que o stock bélico
de Gaza estava bem abastecido.
in “SRATFOR” em www.stratfor.com
in “SRATFOR” em www.stratfor.com
OS TÚNEIS DA MORTE
A rede de túneis
de Gaza representam um perigo real e um medo psicológico para os Israelitas.
Não foi por acaso que o ataque terrestre que custou mais de 50 vidas às IDF,
teve por objectivo primordial a destruição desses túneis que servem para
contrabando, de refúgio às lideranças política e militar do Hamas, de local de
fabrico, montagem e armazenamento de rockets e outro armamento e respectivos sistemas
de lançamento e para fazer incursões em território israelita. Israel destruiu
32 túneis, dos quais 14 desembocavam no seu território.
Um dos famigerados túneis de Gaza descobertos pelo Exército de
Israel.
NOTA: Deixo uns números mais
para ajudar a mostrar, mais uma vez, a verdadeira natureza do Hamas e da PIJ:
Nº aproximado de rockets lançados de:
Escolas: 260
Cemitérios: 127
Mesquitas: 160
Hospitais: 50
TOTAL: 587
Palavras para quê?
POSTS RELACIONADOS:
“TALVEZ SE AS PESSOAS SOUBESSEM…” em
“O BECO DE GAZA” em
“A GUERRA DE GAZA” em
http://tempos-interessantes.blogspot.pt/2009/01/guerra-de-gaza.html





