A MORTE DA BESTA
Osama Bin Laden (1954-2011), líder da Al Qaeda, responsável por dezenas de atentados terroristas e milhares de mortos de múltiplas nacionalidades e religiões. A Besta do início do III Milénio.
Nove anos depois do 11 de Setembro, a Besta foi finalmente liquidada: Osama Bin Laden foi morto pelo Team 6 dos Navy Seals, as mortíferas forças especiais da US Navy.
Não pondo fim à guerra contra o terrorismo e sendo incerto o seu impacto sobre a capacidade/vontade operacional da Al Qaeda, a morte de Bil Laden é uma grande vitória pelo valor simbólico que tem. No Ocidente, o alívio e alegria pelo desaparecimento do rosto da maligna organização, que na mente de muitos se confundia com a própria organização. Para os islamitas radicais é o oposto: desaparece o líder, a referência, o fundador, a figura reverencial e consensual.
A Besta acorrentada.
O futuro é uma incógnita. É, para mim, óbvio que a Al Qaeda não desapareceu na passada segunda-feira. Acredito, contudo, que a sua moral e capacidade de mobilização tenham ficado seriamente afectadas. Quanto ao impacto sobre a capacidade operacional e organizacional da Al Qaeda pós-Bin Laden, dependerá de 3 factores: a) a capacidade de encontrar de forma pacífica e célere um novo líder consensual; b) a manutenção das fontes e canais de financiamento da organização; c) o valor da informação que os Navy Seal capturaram na casa de Abbottabad. Se essa informação permitir a caça/captura/eliminação de outros membros relevantes na estrutura da Al Qaeda, poderá estar em causa a funcionalidade e sobrevivência da cabeça da hidra. Não esquecer, finalmente, que a Al Qaeda está franchisada e, como tal, os seus ramos noutras regiões poderão continuar a funcionar durante bastante tempo, mesmo sem a organização-mãe.
Para já, fica a certeza da Morte da Besta!

