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12 janeiro, 2007

Iraq: Make or Break





IRAQ: MAKE OR BREAK?



in “The Economist”, 13 de Janeiro 2007






MAKE:

1-   O reforço do contingente militar norte-americano no Iraque apresenta-se como um factor sine qua non para tentar conter e inverter a escalada de violência que se abateu sobre o Iraque desde Fevereiro de 2006. A insuficiência desse contingente é o pecado original da intervenção Anglo-Saxónica. O seu reforço traz alguma esperança de que, à capacidade para limpar uma zona de grupos armados, se soma a capacidade de manter essas zonas violence-free. O factor segurança é primordial. Sem ele não há estabilidade política, nem desenvolvimento económico.


2-   O compromisso de Bagdad em atacar de frente as fontes de violência, sejam elas sunitas ou xiitas. Sem a participação activa das forças armadas e de segurança do Iraque, não há segurança à la longue, dado que a Coligação não pode lá ficar eternamente.


3-   O compromisso de Bagdad de tentar resolver de forma efectiva as graves fracturas políticas que dilaceram o país, mormente criando condições para que os Sunitas sintam ter uma boa oportunidade de participação na governação do Iraque e na gestão dos respectivos recursos (petróleo).


4-   Ausência de prazo e exigência de resultados. O Presidente Bush não estabeleceu um deadline para a retirada. Fez muito bem. Tal opção condicionaria as operações militares e constituiria um incentivo aos terroristas e às milícias. O Presidente Bush exigiu que o governo do Iraque produzisse resultados nas frentes política, económica e da segurança. Fez muito bem. Sem um compromisso eficaz do Governo Iraquiano não há vitória possível. Os EUA, Reino Unido e outros países podem ajudar, mas se os Iraquianos não se quiserem salvar, então pouco haverá a fazer.


5-   Nem Irão, nem Síria. O Irão e a Síria são parte do problema e não parte da solução. Como tal deve-se combater a sua influência nefasta e não ser arrastado para mais umas negociações intermináveis em que as outras partes apostam no tempo e no desgaste para fazer prevalecer os seus objectivos.


6-   O reforço e a diversificação da ajuda económica é vital para escapar do ciclo da morte. Uma vez “libertada” uma área, é crucial apostar no desenvolvimento sócio-económico dos seus residentes para neutralizar a apetência pela violência.


BREAK:

1-   Too little? Tenho dúvidas que 21.500 soldados sejam suficientes para atingir os objectivos propostos. Não sei se seria possível enviar um reforço mais substancial, mas dado que este será possivelmente o último que realisticamente Washington poderá enviar, teria sido melhor subir mais a parada para maximizar as possibilidades de sucesso.


2-   Too late? Penso que não, mas é óbvio que estas medidas vêm tarde. Tomadas meio ano antes (para não dizer mais), teriam tido mais possibilidades de inverter a situação no terreno e até poderiam ter amenizado a derrota eleitoral dos Republicanos em Novembro.


3-   A vertigem Democrata pela retirada é um dos obstáculos para o sucesso deste ou de qualquer outro plano com alguma possibilidade de sucesso. A irresponsabilidade desta postura consegue ultrapassar quase todos os erros cometidos pela Administração Republicana no pós-Guerra do Iraque: é a receita para a catástrofe final.