O GRITO EM OSLO
O Grito (1893) de Edvard Munch.
O Grito é a obra mais conhecida do pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944) e retrata uma situação limite de desespero.
Sendo uma obra de um pintor da Noruega, retratando uma doca de Oslo, e uma cena de desespero, parece-me a imagem mais adequada para retratar um post sobre o mais mortífero (93 mortos até ao momento) atentado na Europa desde 2005.
É uma evidência que o radicalismo islâmico é, actualmente, o mais organizado, empenhado, seguido e, consequentemente, o mais perigoso e letal
Não obstante, o facto de o duplo atentado na Noruega ter sido da autoria de um extremista cristão, e não dos habituais radicais islâmicos, vem demonstrar que o problema, a ameaça, ao nível da segurança, provêm dos extremismos, seja qual for a sua proveniência.
Além de combater de forma implacável os extremismos violentos, seja qual for a sua proveniência e motivação, é também importante resolver os problemas que lhes subjazem. E a imigração, a intolerância religiosa e a coabitação inter-cultural estão na linha da frente desse desafio. Ignorá-los, ou manter as estafadas abordagens politicamente correctas, é o mesmo que enfiar a cabeça na areia.
