FALÊNCIA E MORTE
DA III REPÚBLICA
A III República
está falida. Está também gasta, exaurida, descredibilizada, esfarrapada.
FINITA!
Sei que hoje é 5 de Outubro e que alguns comemoram a República. Que já
foram 3. A I, fruto do regicídio, socializante, anti-clerical, radical,
caótica, terminou falida e exaurida, durou 16 anos. A II, autoritária,
repressiva, frugal e imperial, restaurou a ordem e as finanças, mas roubou a
liberdade e o progresso. A III, começou alegre, derivou para o caos, mas
recuperou o equilíbrio e deu-nos a liberdade, trouxe o desenvolvimento e a
esperança. Na última década foi sucumbindo a rudes golpes até chegar ao estado
terminal actual.
Depois de cerca de 15 anos de
estado de graça (o que não significa que tudo estivesse bem), os sinais de
alarme chegaram em 2001 com o pântano de António Guterres. E não foram
resolvidos com a curta e atribulada governação da AD. A velhacaria de Sampaio
abriu o caminho para o delírio suicidário de José Sócrates que, especialmente
nos seus últimos 3 anos galopou para o abismo com uma irresponsabilidade
criminosa a roçar a traição. Deixou a República exangue.
Finalmente, chegaram os coveiros disfarçados de médicos. Não há outra
palavra decente para designar estes governantes indecentes. O que Passos Coelho
e Gaspar estão a fazer é um saque desbragado aos Portugueses. Arriscaria dizer
que, exceptuando a componente da violência e brutalidade física, já se comparam
a um qualquer clepotocrata* do Terceiro Mundo.
Agora que a República já nos deu 3 exemplos de fracasso,
agora que a III República agoniza moribunda, agora que a generalidade dos
Portugueses não se revê e despreza os que nos governam e os que nos governaram,
agora que se registam 102 anos de República, seria pertinente, asado,
patriótico e misericordioso nomear uma comissão liquidatária com um mandato
sintético no escopo e conciso no tempo, e que trate das exéquias fúnebres da
desgraçada. RIP!
E VIVA A MONARQUIA!!!
* Mobutu (Zaire), Eduardo dos
Santos (Angola), Ferdinad marcos (Filipinas), Suharto (Indonésia), Ceausescu
(Roménia), são exemplos conhecidos e infames de cleptocratas.
AS COMEMORAÇÕES DE 5 DE OUTUBRO DE 2012
As Comemorações
oficiais do 5 de Outubro foram rodeadas de fortes medidas de segurança e vedadas
ao público. A República acossada fecha-se sobre si própria e os seus dirigentes
fogem da população. Esta atitude cobarde, digna de uma ditadura de pacotilha, é
mais uma demonstração de que os laços entre representados e representantes
estão, quiçá irremediavelmente, quebrados. Quando isso acontece, é a própria
legitimidade política que está em cheque. Os políticos têm medo do povo e o
povo tem horror aos políticos. Esta rejeição da participação popular na
liturgia republicana é mais um prego no caixão da República. E É UMA VERGONHA!
A bandeira nacional invertida foi um episódio infeliz,
embora inaceitavelmente incompetente. Noutros tempos, seria pouco mais do que
um fait-divers. Neste tempo, é uma simbologia de um país virado ao contrário,
exausto, revoltado, amarfanhado, saqueado. É uma poderosa representação gráfica
do estado de Portugal.