JOGOS OLÍMPICOS E NACIONALISMO
Os Jogos Olímpicos de Londres proporcionaram-nos
múltiplas celebrações. A óbvia celebração dos feitos desportivos de que Michael
Phelps foi novamente o expoente máximo. A celebração da festa, do convívio, da
alegria, extensível a atletas, acompanhantes, staff da organização, público e
espectadores distantes. Até se poderia referir uma celebração da globalização e
da crescente inter-conexão entre povos e países. E foram, também, uma
celebração universal do Nacionalismo.
Sim, esse sentimento multisecular, frequentemente
vilipendiado na Europa contemporânea, também esteve presente. Esteve presente
no desfile das delegações nacionais
precedidas pelos porta-estandarte exibindo as cores nacionais, no orgulho de ver subir a bandeira nacional (dos 80 países medalhados), do frémito de emoção
ao ouvir o hino nacional (dos 50
países que conquistaram medalhas de ouro), do orgulho de atletas e respectivos
concidadãos ao fazerem/verem a volta olímpica (de honra) envoltos na respectiva bandeira, na angústia pela
chegada da medalha fugidia, na consulta atenta do Medalheiro Olímpico para verificar a posição do nosso país, no exultar com os feitos
desportivos e as medalhas de atletas que não conhecemos em modalidades que
quase ignoramos, só porque os nossos
compatriotas levantaram alto o nome do nosso país.
Este sentimento manifesta-se de forma transversal em
todos os continentes e países. É um
sentimento de pertença, de comunhão, de identidade que, por muito que custe
a alguns, só a nacionalidade partilhada suscita.
Felizmente, o Nacionalismo está para durar.
MEDALHEIRO OLÍMPICO
O Medalheiro Olímpico mostra-nos que as tradicionais potências político-militares
e económicas também dominam no desporto. Significativamente, o Top 12 é
composto exactamente pelos mesmos países de Pequim 2008 e em relação a Sidney
2000, a grandes diferenças são a inclusão de Cuba e Holanda nos 10 primeiros,
mas todos os 13 aqui refenciados ficaram então nos 15 melhores. Saliente-se o novo triunfo dos EUA e a notável performance da Grã-Bretanha. Será que há uma
correlação entre a Geopolítica e o Desporto? Seja como for, certo é que as
grandes potências se empenham em brilhar e reforçar o seu prestígio nos Jogos
Olímpicos.
Ao contrário do que é comum fazer nos media que
privilegiam as medalhas de ouro (o que pode resultar na colocação de um país
com 1 medalha de ouro à frente de outro com 5 medalhas de prata e 5 de bronze),
aqui atribui-se 3, 2 e 1 pontos às medalhas de ouro, prata e bronze,
respectivamente. O ranking é feito em função dos pontos.
|
|
COUNT/MED
|
GOLD
|
SILVER
|
BRONZE
|
TOTAL
|
POINTS
|
|
1º
|
USA
|
46
|
29
|
29
|
104
|
225
|
|
2º
|
CHINA
|
38
|
27
|
22
|
87
|
186
|
|
3º
|
RUSSIA
|
24
|
25
|
33
|
82
|
155
|
|
4º
|
GREAT BRITAIN
|
29
|
17
|
19
|
65
|
137
|
|
5º
|
GERMANY
|
11
|
19
|
14
|
44
|
85
|
|
6º
|
FRANCE
|
11
|
11
|
12
|
34
|
67
|
|
7º
|
JAPAN
|
7
|
14
|
17
|
38
|
66
|
|
8º
|
AUSTRALIA
|
7
|
16
|
12
|
35
|
65
|
|
9º
|
SOUTH KOREA
|
13
|
8
|
7
|
28
|
62
|
|
10º
|
ITALY
|
8
|
9
|
11
|
28
|
53
|
|
11º
|
HOLLAND
|
6
|
6
|
8
|
20
|
38
|
|
12º
|
HUNGARY
|
8
|
4
|
5
|
17
|
37
|
|
13º
|
UKRAINE
|
6
|
5
|
9
|
20
|
37
|
NOTA 1: Quando se refere o “nosso” país/bandeira/atleta, é de
forma abstracta, aplicável a qualquer país e não especificamente ao meu.
NOTA 2: Neste texto faz-se a apologia do Nacionalismo e do
patriotismo, mas não de nacionalismo agressivos, expansionistas, ou belicistas.
O Nacionalismo não é sinónimo de III Reich.








